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MP pede cassação da chapa do prefeito José Auricchio Júnior, de São Caetano

  • Foto do escritor: ELTON SPINA
    ELTON SPINA
  • 19 de dez. de 2018
  • 2 min de leitura

O promotor Newton José de Oliveira Dantas apresentou à Justiça Eleitoral as alegações finais dele sobre processo que apura uso de caixa 2 na campanha que elegeu José Auricchio Júnior (PSDB) prefeito de São Caetano em 2016.

Por Cadu Proieti - Metro Jornal ABC

Quinta, 20 dezembro 2018, às 08:37

Fonte: https://www.metrojornal.com.br/foco/2018/12/20/mp-cassacao-chapa-prefeito-jose-auricchio-junior-sao-caetano.html

Auricchio (esq.) e Vidoski (dir.) foram acusados pelo MPE - Arquivo pessoal/Beto Vidoski

O integrante do Ministério Público pede a cassação do mandato e da diplomação do chefe do Executivo e do vice dele, Beto Vidoski (PSDB), pelo recebimento de doações ilegais.

A reportagem procurou o promotor para dar mais detalhes sobre o parecer, mas não conseguiu contato com ele. A assessoria do Ministério Público de São Paulo informou que não pode divulgar detalhes da ação porque a mesma corre em segredo de Justiça.

Segundo a promotoria, a chapa de Auricchio utilizou diversas pessoas físicas para disfarçar a origem dos recursos de empresas que financiaram a campanha, o que era proibido. O MPE estima que 54% do arrecadado para pelo tucano em 2016 teve origem de doações “dissimuladas”, o que, segundo o órgão, coloca em xeque a legitimidade da disputa na cidade.


Entre os “laranjas”, constariam pessoa sem nenhuma condição econômica de realizar doações milionárias, além de outra hospitalizada, que efetuaram transferências ao partido e à campanha eleitoral, diz a apuração do MPE.

A principal conta bancária utilizada foi de uma mulher com condição financeira limitada e pensionista do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), que teria movimentado cerca de R$ 1,4 milhão para abastecer direta ou indiretamente a chapa do tucano.

Trata-se da mesma pessoa que aparece como doadora da campanha do vereador da capital Camilo Cristófaro (PSB), que teve o mandato cassado no início deste por captação ilícita de recursos.

O caso agora segue para manifestação da defesa e decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). “O Ministério Público abriu mão de produzir provas no Judiciário e se antecipou para apresentar alegações finais baseadas em provas produzidas em seu gabinete. Em seu tempo e respeitando as determinações do juiz, a defesa também deverá apresentar suas alegações finais”, diz nota divulgada pelo advogado de Auricchio, Ricardo Penteado.


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