Prefeito de São Caetano é investigado por suspeita de recebimento de doação de campanha fraudulenta
- ELTON SPINA

- 8 de jun. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 6 de fev. de 2019
Para a Procuradoria Regional Eleitoral, ele recebeu R$ 293 mil na campanha de 2017 de mulher que pode ter sido usada como laranja. José Auricchio Júnior (PSDB) diz que contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.
Por Janaina Lepri, SP2
08/06/2018 19h29
Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/prefeito-de-sao-caetano-e-investigado-por-suspeita-de-recebimento-de-doacao-de-campanha-fraudulenta.ghtml

A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo está investigando o prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio Júnior (PSDB) por suspeita de receber doação fraudulenta para a campanha eleitoral de 2017.
Para a procuradoria, ele recebeu dinheiro da mesma mulher que deu R$ 6.000 ao vereador da capital Camilo Cristófaro (PSDB), que teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (7).
O sistema de pesquisa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) detalha para onde foram os R$ 395 mil doados oficialmente por Ana Maria Camparini Silva a políticos para campanhas eleitorais de 2016.
O prefeito de São Caetano recebeu a maior parte do dinheiro: R$ 293 mil reais. R$ 57 mil foram para o candidato a vereador Luiz Vencigueri e R$ 39 mil, para o candidato a vereador Roberto Vagner Ribeiro Barbato. Os dois também são do PSDB, de São Caetano, e não foram eleitos.
Em nota, o prefeito José Auricchio Júnior informou que todas as doações recebidas foram declaradas com transparência e que as contas da campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. A reportagem não encontrou os candidatos a vereador Luiz Vencigueri e Roberto Vagner Ribeiro Barbato.

Vereador cassado
O restante do valor doado pela mulher, R$ 6 mil, foram para o vereador cassado da capital Camilo Cristófaro. A Justiça determinou a cassação do mandato de Cristófaro por fraude na captação de dinheiro para a campanha.
O Ministério Público contestou a doação recebida por Cristófaro alegando que Ana Maria não tinha capacidade financeira. A prova é que ela não declarou renda nem bens em 2015 e estava registrada como desempregada no cadastro geral de emprego e desemprego (Caged).
O juiz eleitoral concordou com os argumentos e configurou a doação como caixa dois de campanha. O juiz escreveu, ainda, que a doação é um indício de que Ana Maria foi usada como laranja ou que há um esquema de lavagem de dinheiro.
Cristófaro postou vído nas redes sociais no qual se defende das acusações, ao lado de seu advogado.
“Foi feita uma doação através de cheque. Essa doação foi depositada na conta Bradesco da campanha eleitoral. Foi retirado o recebido eleitoral, foi apresentado em 24 horas na prestação de contas. Não existe dolo, não existe a intenção. Tudo foi feito dentro da lei", disse o vereador cassado.
Ana Maria, que não foi encontrada pela reportagem, mora numa casa do Residencial Fazenda Grande, bairro de classe média baixa de Jundiaí, na Região Metropolitana de São Paulo.






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